O mercado de fundos imobiliários brasileiro acaba de ganhar mais um representante de peso no cenário internacional. O fundo imobiliário GGRC11 foi incluído oficialmente nos índices globais FTSE EPRA Nareit Global Emerging e FTSE EPRA Nareit Global Extended, conforme comunicado ao mercado divulgado pela própria gestora do fundo a Zagros Capital.

Os índices FTSE EPRA Nareit funcionam como uma das principais referências mundiais para a alocação de capital em ativos do setor imobiliário listados na bolsa. Para que um fundo consiga entrar nessa lista seleta, a metodologia internacional exige o cumprimento estrito de critérios de liquidez, governança corporativa, transparência e aderência aos padrões globais de mercado.
Com essa inclusão, o GGRC11 passa a figurar diretamente no radar de grandes gestoras internacionais, ETFs (fundos de índice) globais e investidores institucionais estrangeiros que utilizam esses benchmarks para montar suas carteiras e direcionar aportes estruturados.
Em nota oficial, a Zagros Capital alertou que os rebalanceamentos periódicos promovidos por esses índices globais podem gerar oscilações e um aumento temporário no volume de negociação e na volatilidade das cotas no curto prazo.
Liquidez atinge patamar recorde na B3
A entrada nos índices internacionais ocorre simultaneamente a um momento operacional histórico para o fundo na bolsa brasileira. Em maio, o GGRC11 registrou a maior liquidez mensal de sua trajetória no mercado secundário, movimentando cerca de R$ 199,9 milhões.
Esse forte giro financeiro reflete a intensa atividade recente do fundo, impulsionada por novas captações, expansão da base de cotistas e pela atuação do contrato de market maker firmado pela gestora para dar mais tração aos negócios. Com uma média diária de negociação que se aproximou da marca de R$ 10 milhões, o ativo passa a apresentar exatamente o perfil robusto de liquidez exigido por grandes investidores institucionais.
Expansão bilionária e os novos galpões logísticos
O movimento de internacionalização coincide ainda com o andamento da 11ª emissão de cotas do fundo, que já se consolida como um sucesso comercial. Até o momento, a oferta já ultrapassou R$ 748 milhões captados ao longo das duas primeiras rodadas de subscrição.
Desde o dia 1º de junho, o fundo abriu o seu terceiro e último período de captação. Atualmente, restam disponíveis cerca de 22,55 milhões de cotas, o que corresponde um valor aproximadamente R$ 253,7 milhões para novos aportes antes do encerramento.
A aplicação desses recursos já vem se desenhando em crescimento real para o portfólio. Desde o início desta oferta bilionária, o GGRC11 adquiriu ou firmou compromissos de compra para três novos galpões logísticos de grande porte, totalizando um investimento superior a R$ 450 milhões. As novas propriedades estão estrategicamente localizadas nos municípios de:
- Garuva (SC)
- Camaçari (BA)
- Diadema (SP)
A diversificação do portfólio de tijolo com locatários de primeira linha reforça a tese de geração de valor a longo prazo. Atualmente o fundo, aestrutura do seu portfólio é grande parte no setor logístico 70,12%, industrial 13,53% e híbrido 16,35%. Ainda no relatório do mês de abril o fundo demostra a modalidade de seus contratos de locação, sendo 86,15% atípicos e 13,85 típicos, com isso garantindo a solidez necessária para o investidor focado na distribuição consistente de renda recorrente.
Liquidez recorde e o novo patamar do GGRC11
Alvo do capital estrangeiro: Esse maturidade operacional ocorre em sincronia exata com a entrada nos índices globais FTSE EPRA Nareit, colocando o ativo na mira de grandes investidores institucionais internacionais.
Giro histórico na B3: Impulsionado por intensa atividade, captação de recursos e trabalho dos formadores de mercado Zagros Capital, o GGRC11 movimentou cerca de R$ 199,9 milhões no mercado secundário em maio — o maior volume mensal de sua história.
Média diária robusta: Sua negociação diária média aproximou-se de R$ 10 milhões, conferindo ao fundo o perfil de alta liquidez demandado pelo mercado.
Mãe, trader e apaixonada por mercado financeiro. Vanessa Souza trilhou um caminho autodidata no mundo dos investimentos e transformou esse aprendizado em jornalismo financeiro acessível. Acompanha diariamente a B3, analisa FIIs, ações e dividendos, e escreve para quem quer fazer o dinheiro trabalhar por si mesmo.




