O SNAG11, fundo de investimento do tipo Fiagro gerido pela Suno Asset, anunciou sua quinta emissão de cotas, com objetivo de captar até R$ 618,9 milhões por meio de oferta pública destinada ao investidor em geral. Essa movimentação representa uma das iniciativas mais importantes do mercado de fundos imobiliários voltados ao agronegócio em 2026, reforçando a confiança dos investidores na tese de crédito rural e ativo financeiro com foco no campo.
A oferta prevê a emissão de 60.740.353 novas cotas, com possibilidade de distribuição parcial caso não haja demanda suficiente, respeitando, entretanto, o volume mínimo de subscrição estipulado em aproximadamente R$ 1 milhão — o que garante a continuidade da oferta mesmo em cenários de procura mais moderada.
Detalhes da Emissão SNAG11
Para tornar o processo transparente e atrativo, o preço de emissão foi definido com base no patrimônio líquido contábil apurado do fundo e em parâmetros técnicos do mercado, totalizando os seguintes valores:
- Preço base por cota: R$ 10,19
- Taxa de distribuição: R$ 0,31 por cota
- Preço total de subscrição: R$ 10,50 por cota
A taxa de distribuição cobre custos operacionais da oferta, tais como comissões de coordenação, registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e na B3, além de despesas com publicações obrigatórias e outros encargos.
Direto de Preferência dos Cotistas
Os cotistas que detiverem sua posição até o terceiro dia útil após o anúncio terão direito de preferência na subscrição das novas cotas, em uma proporção de 1:1 — ou seja, para cada cota antiga, eles podem subscrever uma nova. Esse direito pode ser exercido até 27 de março de 2026 pela B3 ou até 30 de março de 2026 junto ao escriturador, observados os procedimentos operacionais aplicáveis.
Estratégia e Performance do Fundo
O SNAG11 atua predominantemente no mercado de certificados de recebíveis do agronegócio (CRA), mas sua carteira também inclui outros ativos relacionados a crédito e ao setor agroindustrial. Essa estratégia permite capturar oportunidades de renda e diversificação tanto via mercado primário quanto secundário.
Nos resultados mais recentes, o fundo distribuiu R$ 0,13 por cota em dezembro de 2025, o que representa um dividend yield anualizado próximo a 15%, considerando a cotação de mercado — um indicador de atratividade relevante para investidores de renda passiva.
Segundo a gestão, esse desempenho decorre de uma análise criteriosa de crédito, monitoramento contínuo do portfólio e disciplina na seleção de ativos, com histórico de zero inadimplência desde sua criação.
Importância da Captação
A quinta emissão do SNAG11 não é apenas uma operação de captação de recursos — ela tem o objetivo de fortalecer ainda mais o posicionamento do fundo no mercado financeiro brasileiro, permitindo:
- Ampliação da capacidade de originação de novos ativos do agronegócio;
- Aumento do potencial de retorno e diversificação da carteira;
- Reforço da liquidez e confiança entre investidores;
- Melhoria no posicionamento estratégico frente a outros FIIs e Fiagros.
Conforme analistas de mercado, caso a oferta seja totalmente executada, o SNAG11 pode se aproximar dos maiores FIIs do Brasil em termos de captação e relevância no ecossistema financeiro.
O que isso Significa para o Investidor?
Para quem investe em fundos imobiliários e derivados do campo financeiro, a emissão representa uma oportunidade de ampliar sua participação em um Fiagro com histórico de distribuição consistente de proventos e sólido desempenho operacional, sobretudo considerando:
- A política contínua de distribuição de proventos;
- Histórico de crescimento de base de investidores;
- Estratégia de ativos com foco em crédito rural e agronegócio;
- Taxa de administração competitiva frente a outros desempenhos do mercado.
Conclusão
A quinta emissão de cotas do SNAG11 é um passo significativo tanto para o fundo quanto para o mercado de Fiagros no Brasil, sinalizando maturidade na oferta e buscando consolidar o Fiagro da Suno como um dos principais veículos de investimento em renda rural e crédito do agronegócio.
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Além disso, vale consultar fontes oficiais da CVM e da B3 para entender as regras e regulamentação que orientam esse tipo de investimento.
