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Queda Histórica: Por Que a Apple Perdeu US$ 200 Bilhões em Valor de Mercado Hoje?

O mercado financeiro global foi sacudido nesta quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, por um movimento que pegou até os investidores mais experientes de surpresa. A Apple (AAPL34), a gigante de Cupertino e pilar de estabilidade no setor tecnológico, viu seu valor de mercado encolher impressionantes US$ 202 bilhões em um único dia. Com uma queda de aproximadamente 5%, o recuo foi mais que o dobro da baixa registrada pelo índice Nasdaq, sinalizando que problemas específicos da companhia estão pesando mais do que a volatilidade geral do mercado.

Este evento marca a segunda maior perda diária de valor de mercado na história da Apple, superada apenas pelo colapso ocorrido em abril de 2025 devido às incertezas tarifárias. Mas o que exatamente causou essa “tempestade perfeita” para a fabricante do iPhone? Neste artigo, analisamos os três pilares que derrubaram as ações hoje: atrasos na inteligência artificial, pressão regulatória da FTC e o aumento nos custos de componentes.

1. O Atraso da Siri e a Crise de Narrativa na IA

O principal catalisador para a venda em massa das ações foi um relatório indicando que a tão esperada atualização da Siri com inteligência artificial generativa sofreu novos atrasos. Em um cenário onde investidores precificam a Apple como uma líder emergente em IA, qualquer sinal de execução lenta é punido severamente.

Relatórios indicam que os testes internos da nova Siri enfrentaram gargalos técnicos significativos, relacionados à velocidade de resposta e à precisão das informações. A expectativa era de um lançamento robusto no início de 2026, mas agora as previsões apontam para maio ou até o segundo semestre. Para o mercado, isso significa que a Apple pode estar perdendo terreno para concorrentes que já integraram modelos de linguagem avançados em seus ecossistemas de forma mais fluida.

2. Escrutínio da FTC: Apple News sob Investigação

Como se o atraso tecnológico não bastasse, o componente regulatório adicionou lenha à fogueira. A Federal Trade Commission (FTC) enviou uma carta formal ao CEO Tim Cook, expressando preocupações sobre as práticas de curadoria de conteúdo do Apple News.

A investigação foca em alegações de que o algoritmo da Apple estaria suprimindo publicações de viés conservador em favor de veículos de esquerda, o que poderia violar leis federais de concorrência e transparência. Para os acionistas, o risco regulatório representa não apenas possíveis multas, mas também a ameaça de mudanças estruturais em um dos segmentos de serviços que mais crescem na empresa.

3. O Fantasma da Inflação de Componentes

O terceiro golpe veio do setor de suprimentos. A Kioxia, uma das principais fornecedoras de memória flash para a Apple, emitiu uma previsão indicando que os preços dos semicondutores e componentes de armazenamento devem subir de forma generalizada em 2026.

Especialistas estimam que os custos de fabricação do novo iPhone podem subir até 15% devido ao desequilíbrio entre oferta e demanda impulsionado pela corrida global por infraestrutura de IA. Com margens de lucro sob pressão, a Apple enfrenta o dilema de repassar esses custos ao consumidor final — em um momento de economia sensível — ou absorver o prejuízo, o que desagrada Wall Street.

Impacto no Ecossistema de Tecnologia

A queda da Apple não foi um evento isolado. Ela desencadeou uma “rotação de ativos” em todo o índice S&P 500. Muitos gestores de fundos, temendo uma bolha de IA ou uma estagnação no setor de hardware, começaram a retirar capital da “Big Tech” para investir em setores mais tradicionais, como energia e indústria pesada.

Para entender melhor como o mercado de ações se comporta em dias de alta volatilidade, você pode consultar o resumo diário do MarketWatch, que detalha as movimentações do Dow Jones e Nasdaq. Além disso, a cobertura em tempo real do The Wall Street Journal oferece insights profundos sobre a política monetária do Federal Reserve que impacta o setor tech.

O Que Esperar para as Ações AAPL?

Apesar da perda colossal, muitos analistas lembram que a Apple ainda possui um caixa robusto e uma base de usuários extremamente fiel. O próximo grande marco será a Assembleia Anual de Acionistas, marcada para 24 de fevereiro de 2026. Nesse evento, espera-se que Tim Cook traga clareza sobre o cronograma da Siri e as medidas para mitigar os custos de produção.

Se você está buscando diversificar seus investimentos após esse choque no setor de tecnologia, vale a pena conferir as análises fundamentais no Morningstar para encontrar ativos com avaliações mais atraentes.

Conclusão

A perda de US$ 200 bilhões em um dia é um lembrete vívido de que nem mesmo as empresas mais valiosas do mundo estão imunes ao escrutínio rigoroso do mercado. O futuro da Apple agora depende de sua capacidade de entregar as promessas de IA e navegar pelas águas turbulentas da regulação federal.

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